A emenda saiu pior que o soneto
‘Imperador’ vive o dilema de ser um jogador de futebol com glamour e fama ou ser o velho e anônimo Adriano de antes
A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, terá muito trabalho para poder segurar o clube nos próximos tempos.
O episódio da última sexta-feira (5), envolvendo o atacante Adriano e a confusão armada em uma favela do Rio de Janeiro, pode prejudicar a equipe do Flamengo. O camisa 10 já desfalcou o time na Taça Rio e agora não estará presente na partida diante do Caracas, pela tão desejada Taça Libertadores da América.
Adriano é, ao lado de Vagner Love e Vinícius Pacheco, um dos alicerces do grupo e, em campo, passa confiança aos demais jogadores e pode decidir o jogo, graças ao talento que possui. No entanto, os problemas extra-campo estão agindo de uma forma tão forte na vida do atleta, que o Flamengo pode sair como o maior prejudicado e, até mesmo, a seleção brasileira. Imaginem se o Brasil está disputando a Copa do Mundo e essa ‘depressão’ de Adriano desperta? Dunga terá um atacante a menos para poder fazer gols.
Esse vício do jogador precisa ser tratado, não só mais com o ‘carinho e amor’ que ele disse ter recebido na Gávea, mas com um auxílio especializado. O Flamengo é maior do que o Adriano. Quanto aos problemas pessoais, se Adriano estivesse resolvendo dentro de campo, ninguém falaria da vida pessoal dele.
Na continuação desta polêmica toda, o goleiro e capitão rubro-negro, Bruno caiu na infelicidade de dar a seguinte declaração:
“Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca saiu na mão com a mulher? Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, xará. Quando a adrenalina está alta não tem lugar.”
Faço minhas as palavras do baixinho Romário: “Calado é um poeta!”.
Bruno, na tentativa de defender o companheiro de equipe, acabou chamando para si a polêmica. Totalmente desnecessário. Como goleiro, um bom jogador. Pela declaração, como homem, um zero à esquerda.
Em recente entrevista, Patrícia Amorim mostrou-se o mais neutra possível, talvez uma estratégia para não entrar em conflito com o vice Marcos Braz. Sobre Adriano Amorim disse:
“A gente colhe o que planta. Se ele tem a pretensão de chegar à Copa, que corra atrás disso. Mas o meu foco não é esse. Nesta semana, foi o pagamento dos salários, os jogos contra Madureira e Resende, a vitória no basquete... Nos assuntos extracampo buscamos soluções de forma amena. Estou agora mais dedicada a esses outros desafios, contra o Caracas e o Vasco. Para o Flamengo, importantes são os resultados”.
Sobre o arqueiro Bruno:
“Não concordo e condeno esse tipo de atitude. Irei demovê-lo deste pensamento. É um grande desafio que tenho. Vou conversar com ele sobre isso”.




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