CBF perde força com nova reforma eleitoral
A entidade não poderá mais doar dinheiro para políticos.
A Câmara aprovou na quarta-feira a minirreforma eleitoral e partidária, que regulamenta o uso da internet em campanha eleitoral, legaliza a pré-campanha e transforma em Lei as resoluções do TSE.
Uma mudança no artigo 24 da Lei 9.504/1997 proibiu a CBF e todas as confederações esportivas de realizarem doações para candidatos. Esta medida visa restringir um comportamento freqüente da entidade que é o de abastecer as contas de políticos que costumam favorecê-la em decisões ligadas ao esporte.
A “Bancada da Bola”, como são conhecidos aqueles que recebem as doações da entidade, foi beneficiada em diversas eleições. Grande parte dos que receberam dinheiro pertencem à família do senador José Sarney.
Confira alguns dos beneficiados:
Roseana Sarney (PMDB) – Recebeu R$ 200 mil para sua campanha ao Governo do Maranhão.
Darcísio Perondi (PMDB – RS) – Recebeu R$ 100 mil para sua candidatura para Deputado Federal.
Marconi Pirillo (PSDB-GO) e Leomar Quintanilha (PMDB-TO) – R$ 50 mil cada.
Há muitos outros. Alguns deles participaram da CPI Nike/CBF, em 2001, em que Ricardo Teixeira foi um dos investigados por diversos crimes, como evasão de divisas e lavagem de dinheiro. No final, com o auxílio da “Bancada da Bola”, ninguém foi punido.
Na época a Rede Globo exibiu um programa resumindo o resultado das investigações da CPI em que Ricardo Teixeira é apontado como o principal beneficiário das supostas irregularidades. (Vídeo que você confere no pé da matéria.)
O deputado Silvio Torres disse ao Estadão “ Desde a realização da CPI Nike/CBF, em 2001, eu tento aprovar um projeto de Lei que impeça doações por parte da entidade máxima do futebol, mas não consigo aprovar nada por causa da ação da bancada da bola contra o projeto”, satisfeito, o deputado completa “ Agora consegui aprovar a proibição.”




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