Referências negras dão dois nomes às cidades sedes da África
FIFA acata decisão do governo africano
No início dos anos 90, a África do Sul passou por uma transformação política na qual um novo sistema deu fim à segregação racial e se transformou num país igualitário, pelo menos no papel.
Com isso, a constituição reconheceu os 11 idiomas negros, que passaram a ser oficiais, dando os mesmos direitos a todas as etnias africanas.
Cada etnia mantinha o nome de acordo com seu idioma, que agora oficializado, dá o direito de algumas ‘tribos’ designarem outros nomes para as cidades sede da Copa do Mundo.
A capital Petrória, também se chama Tshwane; Porto Elizabeth, Nelson Mandela Bay e Bloemfontein, também conhecida por Mangaung. Esta foi a forma do governo identificar, com nomes negros, cidades batizadas com referências brancas.
O que gerou nomes duplos para as cidades sedes, foi acatado pela FIFA, que respeitou os direitos de forma igualitária. Quem não gostou muito foram os jornalistas locais, alegando que os visitantes poderão ter dificuldades de locomoção.
Eticamente, nomes próprios não se traduzem, a não ser que sejam impronunciáveis, mas arrumam-se apelidos. As referências às etnias poderiam aparecer de outras formas, como nos nomes de pratos, parques, praças, entre outros que não confundissem e nem dificultassem a locomoção dos torcedores pelo Mundial.




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